Evolução da Colmeia

A evolução da colmeia está relacionada com a evolução das abelhas como um todo. As abelhas ancestrais eram solitárias e construíam ninhos individuais em troncos de árvores, buracos no solo ou noutros locais protegidos. Ou então o próprio apicultor construía o cortiço, feito de cortiça em formato cilíndrico permitia que as abelhas construíssem os seus favos de maneira livre e natural, sem o uso de quadros removíveis. Com o tempo, algumas espécies de abelhas começaram a formar enxames sociais, o que permitiu uma maior eficiência na recolha de alimentos e proteção contra predadores.

As primeiras colmeias sociais eram compostas por uma única rainha e um pequeno número de operárias, mas com o tempo evoluíram para colmeias maiores, mais complexas e organizadas, com milhares de indivíduos. A evolução das colmeias incluiu a especialização das castas de abelhas, com a rainha a tornar-se na única fêmea reprodutora e as operárias especialistas em tarefas como recolha de alimentos, cuidado com as larvas e na construção dos favos.

As colmeias também evoluíram para se tornarem mais eficientes em armazenar alimentos e proteger os enxames. As abelhas começaram a construir favos hexagonais, que permitem o armazenamento de mais mel e pólen num espaço menor e permite que as abelhas se movimentem livremente dentro da colmeia.

As abelhas também desenvolveram comportamentos complexos para proteger a colmeia contra os predadores, incluindo a formação de uma bola de abelhas para aquecer e sufocar invasores e a liberação de feromonas de alarme para alertar outras abelhas da presença de ameaças.

Hoje há diversos modelos de colmeias que são projetadas para maximizar a produção de mel e para facilitar o maneio e cuidado dos enxames pelas pessoas. Elas são compostas por caixas com vários quadros removíveis, que permitem que os apicultores inspecionem as colmeias e façam a colheita do mel com facilidade, sem prejudicar a saúde das abelhas.

 

Esquerda a atual colmeia. Direita o cortiço